24 de maio de 2011

A JUSTIÇA TARDA, MAS NÃO FALHA!

Notícia que posto com grande satisfação, pois muitos só sabem criticar o Judiciário, mas infelizmente não entendem o trâmite processual que permite alguém condenado circular livremente sem qualquer óbice.

Como bem explicado na reportagem do link, o último recurso interposto pela defesa do Sr. Pimenta Neves, assassino confesso de Sandra Gomide, foi apreciado pelo STF que, por unanimidade, não deu provimento, sendo que o Ministro Marco Aurélio de Melo determinou a sua prisão e o consequente cumprimento dos 15 anos de prisão, inicialmente, no regime fechado.

Parabéns à justiça, satisfação para os pais da vítima e exemplo a ser seguido.

22 de maio de 2011

CAMPANHA CRIATIVA DE COMBATE À COMBINAÇÃO DE ÁLCOOL E DIREÇÃO

Recebi o link abaixo no qual há um vídeo super criativo de uma campanha realizada pelo Bar Aurora e Boteco Ferraz visando orientar aos clientes o quanto a combinação de álcool e direção deve ser evitada.


LIÇÃO DE JUSTIÇA, E GRATUITA.

Sem muitas palavras introdutórias, isso porque o texto por si só se explica.

JUIZ NEGA JUSTIÇA GRATUITA PARA GAROTO, MAS DESEMBARGADOR REVERTE A DECISÃO

Redação 24 Horas News

É simplesmente emocionante a decisão de um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Um garoto pobre, que perdeu o pai em um acidente de trânsito pediu ajuda da Justiça Gratuita, mas um juiz negou. A negativa por si só já comove, principalmente pela falta de humanidade. Só que, a decisão de um desembargador é ainda muito mais emocionante

Decisão do desembargador José Luiz Palma Bisson, do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferida num Recurso de Agravo de Instrumento ajuizado contra despacho de um Magistrado da cidade de Marília (SP), que negou os benefícios da Justiça Gratuita a um menor, filho de um marceneiro que morreu depois de ser atropelado por uma motocicleta. O menor ajuizou uma ação de indenização contra o causador do acidente pedindo pensão de um salário mínimo mais danos morais decorrentes do falecimento do pai.

Por não ter condições financeiras para pagar custas do processo o menor pediu a gratuidade prevista na Lei 1060/50. O Juiz, no entanto, negou-lhe o direito dizendo não ter apresentado prova de pobreza e, também, por estar representado no processo por "advogado particular".

A decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, a partir do voto do desembargador Palma Bisson, é daquelas que merecem ser comentadas, guardadas e relidas diariamente por todos os que militam no Judiciário.

Transcrevo a íntegra do voto:

“É o relatório. Que sorte a sua, menino, depois do azar de perder o pai e ter sido vitimado por um filho de coração duro - ou sem ele -, com o indeferimento da gratuidade que você perseguia. Um dedo de sorte apenas, é verdade, mas de sorte rara, que a loteria do distribuidor, perversa por natureza, não costuma proporcionar. Fez caber a mim, com efeito, filho de marceneiro como você, a missão de reavaliar a sua fortuna.

Aquela para mim maior, aliás, pelo meu pai - por Deus ainda vivente e trabalhador - legada, olha-me agora. É uma plaina manual feita por ele em paubrasil, e que, aparentemente enfeitando o meu gabinete de trabalho, a rigor diuturnamente avisa quem sou, de onde vim e com que cuidado extremo, cuidado de artesão marceneiro, devo tratar as pessoas que me vêm a julgamento disfarçados de autos processuais, tantos são os que nestes vêem apenas papel repetido. É uma plaina que faz lembrar, sobretudo, meus caros dias de menino, em que trabalhei com meu pai e tantos outros marceneiros como ele, derretendo cola coqueiro - que nem existe mais - num velho fogão a gravetos que nunca faltavam na oficina de marcenaria em que cresci; fogão cheiroso da queima da madeira e do pão com manteiga, ali tostado no paralelo da faina menina.

Desde esses dias, que você menino desafortunadamente não terá, eu hauri a certeza de que os marceneiros não são ricos não, de dinheiro ao menos. São os marceneiros nesta Terra até hoje, menino saiba, como aquele José, pai do menino Deus, que até o julgador singular deveria saber quem é.

O seu pai, menino, desses marceneiros era. Foi atropelado na volta a pé do trabalho, o que, nesses dias em que qualquer um é motorizado, já é sinal de pobreza bastante. E se tornava para descansar em casa posta no Conjunto Habitacional Monte Castelo, no castelo somente em nome habitava, sinal de pobreza exuberante.

Claro como a luz, igualmente, é o fato de que você, menino, no pedir pensão de apenas um salário mínimo, pede não mais que para comer. Logo, para quem quer e consegue ver nas aplainadas entrelinhas da sua vida, o que você nela tem de sobra, menino, é a fome não saciada dos pobres.

Por conseguinte um deles é, e não deixa de sê-lo, saiba mais uma vez, nem por estar contando com defensor particular. O ser filho de marceneiro me ensinou inclusive a não ver nesse detalhe um sinal de riqueza do cliente; antes e ao revés a nele divisar um gesto de pureza do causídico. Tantas, deveras, foram as causas pobres que patrocinei quando advogavo, em troca quase sempre de nada, ou, em certa feita, como me lembro com a boca cheia d'água, de um prato de alvas balas de coco, verba honorária em riqueza jamais superada pelo lúdico e inesquecível prazer que me proporcionou.

Ademais, onde está escrito que pobre que se preza deve procurar somente os advogados dos pobres para defendê-lo? Quiçá no livro grosso dos preconceitos...

Enfim, menino, tudo isso é para dizer que você merece sim a gratuidade, em razão da pobreza que, no seu caso, grita a plenos pulmões para quem quer e consegue ouvir.

Fica este seu agravo de instrumento então provido; mantida fica, agora com ares de definitiva, a antecipação da tutela recursal.

É como marceneiro que voto.

JOSÉ LUIZ PALMA BISSON - Relator Sorteado”

8 de maio de 2011

Dia das mães

Data especial na qual os filhos costumam enaltecer as mães, as quais inegavelmente são responsáveis pela semeadura do amor em nossas vidas.

Comigo não poderia ser diferente, isso porque além de minha mãe, tenho outras mães que merecem lembrança, sobretudo uma nova mãe que está sempre ao meu lado: minha esposa.

A todas vocês dedico o vídeo abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=3_D-VyA6v1c

25 de abril de 2011

Carta a um nascituro II

Passaram-se dois meses da última carta... Noto que passei um bom tempo sem lhe escrever e, antes de qualquer coisa, confesso-lhe que a ansiedade de saber qual o seu sexo deu lugar a certeza de que sua mãe, pro resto da vida, estará em plena segurança e companhia de dois homens: seu pai e você.

No dia em que nos foi revelado que você era um meninão, eu, sua mãe, sua dindinha Monica e sua vó Tânia ficamos agradecidos a Deus por perceber que tudo estava em ordem com seu corpinho, assim como contagiados e emocionados ao ouvir o pulsar acelerado de seu coraçãozinho, isso sem esquecer o momento divertido de quando a Dra. Vanessa nos apontou o seu piu-piu. Maravilhosas lembranças.

Diversos amigos, tanto de papai quanto de mainha, nos deram parabéns por sua chegada. Você ganhou inúmeros presentes e certamente percebeu o tamanho da felicidade de sua mãe com todo o carinho dispensado à sua chegada. Por falar nela, acredite que ela inventou uma fala sua, meio que um bordão, que o Tio Eduardo adora imitar: "Oia papai!".

Matheus! Escolhemos esse nome para você, filho. Especialistas dizem que significa presente de Deus, conceito bem apropriado para o momento em que foi concebido e, principalmente, para o instante em que aportou em nosso lar, reforçando não só em número a nossa família, mas, sobretudo, adicionando muito amor e união.

Estamos a sua espera.

Te amo hoje, ontem, amanhã e sempre.

22 de fevereiro de 2011

Carta a um nascituro

Faz pouco tempo que o tempo tem passado bem lentamente para mim. A ansiedade vem ocasionando a inversão da percepção de futuro. Literalmente um estado de êxtase, bem diferente de muitos vividos, se achegou até mim. A razão nada mais é do que a sua presença em nossas vidas, filho(a). Mesmo que ainda intangível fisicamente, é incontroverso e inevitavel que farei parte de você, assim como você já faz parte de mim.

Ao medir apenas 1,5 cm de altura, você não imagina os efeitos colossais e colaterais gerados e repercutidos neste pai embasbacado que, por vezes ao aparentar frieza, se desmancha calorosamente ao primeiro pensamento de tê-lo(a) aos braços. Semelhante aos marinheiros de primeira viagem, acerco-me da técnica para buscar pôr em prática no momento apropriado de sua chegada.

O amor... Ah, o amor, filho(a)... Observo que as diversas linhas dedicadas no pretérito, com o fito ousado de conseguir registrá-lo em sua verdadeira essência, apagaram-se ao notar que amor é o que sinto agora. É além de mim. Bem mais além. É involuntário, é instintivo, é impróprio, é sui generis.

Filho(a), paralelo ao sentimento de paternidade, o qual germina de forma robusta, há a responsabilidade de educá-lo(a), instruí-lo(a) e orientá-lo(a), e desta jamais me esquivarei, haja vista que, junto comigo, ao meu lado, bem próximo mesmo, está uma mulher, amante, guerreira e pessoa maravilhosa: sua mainha Geysa.

Ao escutar as primeiras batidas de seu coração, minhas pernas ficaram inquietas, meus olhos ficaram marejados e a vontade de lhe dizer "vem que papai está aqui!" foi imensa. Tenho certeza de que você sabe disso. Aliás, tenho certeza de que sentiu isso.

Pois bem filho(a), em breve você estará aqui ao nosso lado e certamente os registros de sua passagem serão carinhosamente compartilhados com todos aqueles que desde já te amam.

De seu agora e sempre pai.

Te amo, hoje, ontem, amanhã e sempre.