22 de dezembro de 2007

O ideal no amor

Certa feita, Antônio Luís, procurando entender a relação amorosa na qual se encontrava e, lamentavelmente, não estava fluindo como antes, fez a seguinte pergunta a Luiza Soares: "o quê seria um relacionamento ideal para você?"
A resposta de Luiza: "Harmonioso, que tenha sintonia, muito amor, compreensão, sexo bom, química, entendimento das necessidades do outro, esforço para se entender realmente, de coração... Abrir mão de coisas pelo outro, procurar viver a realidade do outro e buscar um equilibrio... Entender as diferenças, entender que mesmo sendo 2, somos 1, respeitar o espaço do outro, os momentos do outro, a necessidade do silêncio quando se faz necessário... Ter cumplicidade, ser amigo de verdade, saber que podemos contar com aquela pessoa em QUALQUER situação, que os dois saibam ouvir, refletir e emitir a opinião e saber que a opinião vai ser respeitada, mesmo sendo diversa... Família... Com 2-3 filhos... Levando-os ao clube para brincar na piscina, na praia e brincar com eles de casinha de areia... Brincar na praia com eles de "guerra da vovó"... Passar por dificuldades financeiras para pagar a escola do filho e um está sempre se apoiando no outro, porque sabe que ali ao lado existe uma fortaleza... Um passar para o outro SEGURANÇA... Segurança de que o amor é maior do que qualquer coisa... Maior do que uma crise de ciúme, maior do que as enfermidades que podem aparecer, maior do que uma dificuldade para pagar as contas... Que cuide do outro, zele pelo outro em QUALQUER SITUAÇÃO... Que saibam conversar e suplantar os obstáculos que sempre vão existir, e seguir em frente, porque o amor é MAIOR! São várias coisas..."Perfeitas", mas que sabemos que não dá para ser perfeito em sua totalidade, porque relacionamentos aqui no planeta Terra são constituídos por seres imperfeitos... Mas que, pelo menos, o casal tenha consciência disso, das imperfeições... Mas saiba que mesmo com os defeitos, uma vida a dois é possível, já que existe um sentimento nobre que é capaz de transformar sementes em flores.".

20 de dezembro de 2007

Meu Deus (Mahatma Ghandi)

Meu Deus, ajuda-me a dizer a palavra da verdade na cara dos fortes, e a não mentir para obter o aplauso dos débeis.

Se me dás dinheiro, não tomes a minha felicidade, e se me dás força, não tire o meu raciocínio.

Se me dás êxito não me tires a humildade, se me dás humildade não me tires a dignidade.

Ajuda-me a conhecer a outra face da realidade, e não me deixes acusar os meus adversários, apodando-os de traidores, porque não partilham o meu critério.

Ensina-me a amar os outros como me amo a mim mesmo, e a julgar-me como o faço com os outros.

Não me deixes embriagar com o êxito, quando o consigo, nem a desesperar, se fracasso. Sobretudo, faz-me sempre recordar que o fracasso é a prova que antecede o êxito.

Ensina-me que a tolerância é o mais alto grau da força e que o desejo de vingança é a primeira manifestação da debilidade.

Se me desponjas do dinheiro, deixa-me a esperança, e se me desponjas do êxito, deixa-me a força de vontade para poder vencer o fracasso.

Se me desponjas do dom da saúde deixa-me a graça da fé.

Se causo dano a alguém, dá-me a força da desculpa, e se alguém me causa dano, dá-me a força do perdão e da clemência.

Meus Deus, se me esquecer de Ti, Tu não Te esqueças de mim! Amém!

7 de dezembro de 2007

Relacionamentos...

As coisas boas que surgem inesperadamente em nossas vidas, comumente, trazem um brilho intenso, porém fugaz. A vida é aprender, e se você quer evoluir como ser humano procure, encontre, aposte e sustente uma relação a dois.

É bem verdade que, com o passar do tempo, as coisas vão se arrefecendo e, assim sendo, é imprescindível a habilidade que ambos devem ter para manter estáveis o carinho, a harmonia, o respeito, a cumplicidade, a coesão, a relativa individualidade, o diálogo, a compreensão, o desejo, o tesão e, sobretudo, o amor, sentimento ímpar e estimulante das relações bem sucedidas que, à medida da evolução conjugal, transformasse em vínculo mais espiritual que carnal.

Quem é que não gosta de sentir aquela vontade e urgência de descoberta que envolve o princípio das relações; de inventar ligações e criar programas repentinamente só no intuito de estar perto daquela pessoa que nos faz bem; de propor e praticar aventuras amorosas que se eternizam; de saber que o mundo pode desabar e, pelo menos, uma pessoa estará lá para nos confortar; de sentir-se um rei ou rainha após um longo diálogo afetuoso ou um simples abraço carinhoso quando nos sentimos e estamos péssimos; de sentir num singelo olhar a admiração, o carinho, a devoção e a tranquilidade de quem nos quer bem; de beijar por um bom tempo e perceber os traços leves e doces dos lábios do parceiro (a); de aproximar-se do nariz do outro e regozijar-se ao perceber que aquele é o cheiro natural de seu (sua) amado (a); de planejar viagens, passeios culturais e desbravadores, os quais, simultaneamente, acabam motivando a satisfação da lascívia desmedida de quem se ama; de sentir a paz no abraço caloroso; de observar ligação e intimidade quando as peles se juntam, se tocam; de projetar o contento de hoje para o futuro gerando frutos que darão seguimento ao que se aprendeu, ao que se construiu e ao que se pretende perpetuar... Quem é que não gosta? Quem é?

Etapas, sensações e instantes exclusivos e peculiares que acabam por se tornar presentes na vida de quem busca uma vida conjugada. Contudo, num relacionamento, as coisas não são unicamente compostas de satisfação e prazer. O convívio vai evidenciando opiniões e pontos de vista diversos daqueles que se entendem ser os ideais no íntimo de cada um. As diferenças se fazem flagrantes, a necessidade de adequação é inequívoca, compelindo aos enamorados a assumir conduta mais tênue, cordata e hábil para tratar e contornar os inevitáveis embates que, geralmente, induzem ao fortalecimento ou à falência da união. Sensibilidade, compreensão, ação, carinho e um diálogo franco são alguns dos itens básicos para a dissolução dos infortúnios casuais.

Relacionamento é assim: prazer quase sempre inesquecível versus incumbência de adequação quase sempre inatingível. Torna-se complexo qualquer laço afetivo quando a responsabilidade de apaziguar as situações controvertidas do cotidiano recai, exclusivamente, sobre as costas de um dos parceiros. Essa “responsabilidade” deve ser repartida, pois obstáculos sempre surgirão à frente do casal e, por isso, nada mais justo que a divisão para o acontecimento da multiplicação. O seguinte exemplo deixa claro o exposto: na vida, o casal, preferencialmente, deve caminhar junto, paripasso, cada um carregando uma vassoura para limpar o lixo que certamente aparecerá na marcha afetiva. Com o aparecimento das sujeiras, aquele que se acha mais apto para limpá-la deve dar o primeiro passo para servir de exemplo, cumprir o seu papel e jogá-la para o seu lado. Assim procedendo, com o passar do tempo e os dois dividindo as sujeiras para ambos os lados, observar-se-á que as sujeiras de outrora transformaram-se em barreiras protetoras para o trilhar tranquilo do casal. Todavia, nem sempre as pessoas estão dispostas a partilhar esse serviço e, enquanto um dos parceiros se esforça em varrer para o seu lado as sujeiras, criando assim uma barreira de proteção para o amado, o outro o deixa desprotegido e, assim, acaba por “sujar” tudo.

O aprendizado foi maravilhoso, as divisões igualmente, os embates foram edificantes, os auxílios Providenciais, as alegrias arquivadas, as tristezas compartilhadas, os planos abortados... Nada foi em vão e tudo teve seu significado, pois justo é viver em paz e injusto é viver em guerra sozinho. Que a harmonia e o entendimento sejam predominantes em todos que buscam ou estejam numa união, pois pensar individualizado e estar sozinho pode ser bom, mas pensar compartilhado e estar a dois é bem melhor. Felicidade!