22 de dezembro de 2007

O ideal no amor

Certa feita, Antônio Luís, procurando entender a relação amorosa na qual se encontrava e, lamentavelmente, não estava fluindo como antes, fez a seguinte pergunta a Luiza Soares: "o quê seria um relacionamento ideal para você?"
A resposta de Luiza: "Harmonioso, que tenha sintonia, muito amor, compreensão, sexo bom, química, entendimento das necessidades do outro, esforço para se entender realmente, de coração... Abrir mão de coisas pelo outro, procurar viver a realidade do outro e buscar um equilibrio... Entender as diferenças, entender que mesmo sendo 2, somos 1, respeitar o espaço do outro, os momentos do outro, a necessidade do silêncio quando se faz necessário... Ter cumplicidade, ser amigo de verdade, saber que podemos contar com aquela pessoa em QUALQUER situação, que os dois saibam ouvir, refletir e emitir a opinião e saber que a opinião vai ser respeitada, mesmo sendo diversa... Família... Com 2-3 filhos... Levando-os ao clube para brincar na piscina, na praia e brincar com eles de casinha de areia... Brincar na praia com eles de "guerra da vovó"... Passar por dificuldades financeiras para pagar a escola do filho e um está sempre se apoiando no outro, porque sabe que ali ao lado existe uma fortaleza... Um passar para o outro SEGURANÇA... Segurança de que o amor é maior do que qualquer coisa... Maior do que uma crise de ciúme, maior do que as enfermidades que podem aparecer, maior do que uma dificuldade para pagar as contas... Que cuide do outro, zele pelo outro em QUALQUER SITUAÇÃO... Que saibam conversar e suplantar os obstáculos que sempre vão existir, e seguir em frente, porque o amor é MAIOR! São várias coisas..."Perfeitas", mas que sabemos que não dá para ser perfeito em sua totalidade, porque relacionamentos aqui no planeta Terra são constituídos por seres imperfeitos... Mas que, pelo menos, o casal tenha consciência disso, das imperfeições... Mas saiba que mesmo com os defeitos, uma vida a dois é possível, já que existe um sentimento nobre que é capaz de transformar sementes em flores.".

20 de dezembro de 2007

Meu Deus (Mahatma Ghandi)

Meu Deus, ajuda-me a dizer a palavra da verdade na cara dos fortes, e a não mentir para obter o aplauso dos débeis.

Se me dás dinheiro, não tomes a minha felicidade, e se me dás força, não tire o meu raciocínio.

Se me dás êxito não me tires a humildade, se me dás humildade não me tires a dignidade.

Ajuda-me a conhecer a outra face da realidade, e não me deixes acusar os meus adversários, apodando-os de traidores, porque não partilham o meu critério.

Ensina-me a amar os outros como me amo a mim mesmo, e a julgar-me como o faço com os outros.

Não me deixes embriagar com o êxito, quando o consigo, nem a desesperar, se fracasso. Sobretudo, faz-me sempre recordar que o fracasso é a prova que antecede o êxito.

Ensina-me que a tolerância é o mais alto grau da força e que o desejo de vingança é a primeira manifestação da debilidade.

Se me desponjas do dinheiro, deixa-me a esperança, e se me desponjas do êxito, deixa-me a força de vontade para poder vencer o fracasso.

Se me desponjas do dom da saúde deixa-me a graça da fé.

Se causo dano a alguém, dá-me a força da desculpa, e se alguém me causa dano, dá-me a força do perdão e da clemência.

Meus Deus, se me esquecer de Ti, Tu não Te esqueças de mim! Amém!

7 de dezembro de 2007

Relacionamentos...

As coisas boas que surgem inesperadamente em nossas vidas, comumente, trazem um brilho intenso, porém fugaz. A vida é aprender, e se você quer evoluir como ser humano procure, encontre, aposte e sustente uma relação a dois.

É bem verdade que, com o passar do tempo, as coisas vão se arrefecendo e, assim sendo, é imprescindível a habilidade que ambos devem ter para manter estáveis o carinho, a harmonia, o respeito, a cumplicidade, a coesão, a relativa individualidade, o diálogo, a compreensão, o desejo, o tesão e, sobretudo, o amor, sentimento ímpar e estimulante das relações bem sucedidas que, à medida da evolução conjugal, transformasse em vínculo mais espiritual que carnal.

Quem é que não gosta de sentir aquela vontade e urgência de descoberta que envolve o princípio das relações; de inventar ligações e criar programas repentinamente só no intuito de estar perto daquela pessoa que nos faz bem; de propor e praticar aventuras amorosas que se eternizam; de saber que o mundo pode desabar e, pelo menos, uma pessoa estará lá para nos confortar; de sentir-se um rei ou rainha após um longo diálogo afetuoso ou um simples abraço carinhoso quando nos sentimos e estamos péssimos; de sentir num singelo olhar a admiração, o carinho, a devoção e a tranquilidade de quem nos quer bem; de beijar por um bom tempo e perceber os traços leves e doces dos lábios do parceiro (a); de aproximar-se do nariz do outro e regozijar-se ao perceber que aquele é o cheiro natural de seu (sua) amado (a); de planejar viagens, passeios culturais e desbravadores, os quais, simultaneamente, acabam motivando a satisfação da lascívia desmedida de quem se ama; de sentir a paz no abraço caloroso; de observar ligação e intimidade quando as peles se juntam, se tocam; de projetar o contento de hoje para o futuro gerando frutos que darão seguimento ao que se aprendeu, ao que se construiu e ao que se pretende perpetuar... Quem é que não gosta? Quem é?

Etapas, sensações e instantes exclusivos e peculiares que acabam por se tornar presentes na vida de quem busca uma vida conjugada. Contudo, num relacionamento, as coisas não são unicamente compostas de satisfação e prazer. O convívio vai evidenciando opiniões e pontos de vista diversos daqueles que se entendem ser os ideais no íntimo de cada um. As diferenças se fazem flagrantes, a necessidade de adequação é inequívoca, compelindo aos enamorados a assumir conduta mais tênue, cordata e hábil para tratar e contornar os inevitáveis embates que, geralmente, induzem ao fortalecimento ou à falência da união. Sensibilidade, compreensão, ação, carinho e um diálogo franco são alguns dos itens básicos para a dissolução dos infortúnios casuais.

Relacionamento é assim: prazer quase sempre inesquecível versus incumbência de adequação quase sempre inatingível. Torna-se complexo qualquer laço afetivo quando a responsabilidade de apaziguar as situações controvertidas do cotidiano recai, exclusivamente, sobre as costas de um dos parceiros. Essa “responsabilidade” deve ser repartida, pois obstáculos sempre surgirão à frente do casal e, por isso, nada mais justo que a divisão para o acontecimento da multiplicação. O seguinte exemplo deixa claro o exposto: na vida, o casal, preferencialmente, deve caminhar junto, paripasso, cada um carregando uma vassoura para limpar o lixo que certamente aparecerá na marcha afetiva. Com o aparecimento das sujeiras, aquele que se acha mais apto para limpá-la deve dar o primeiro passo para servir de exemplo, cumprir o seu papel e jogá-la para o seu lado. Assim procedendo, com o passar do tempo e os dois dividindo as sujeiras para ambos os lados, observar-se-á que as sujeiras de outrora transformaram-se em barreiras protetoras para o trilhar tranquilo do casal. Todavia, nem sempre as pessoas estão dispostas a partilhar esse serviço e, enquanto um dos parceiros se esforça em varrer para o seu lado as sujeiras, criando assim uma barreira de proteção para o amado, o outro o deixa desprotegido e, assim, acaba por “sujar” tudo.

O aprendizado foi maravilhoso, as divisões igualmente, os embates foram edificantes, os auxílios Providenciais, as alegrias arquivadas, as tristezas compartilhadas, os planos abortados... Nada foi em vão e tudo teve seu significado, pois justo é viver em paz e injusto é viver em guerra sozinho. Que a harmonia e o entendimento sejam predominantes em todos que buscam ou estejam numa união, pois pensar individualizado e estar sozinho pode ser bom, mas pensar compartilhado e estar a dois é bem melhor. Felicidade!

6 de novembro de 2007

UM DIA CHAMADO HOJE

Acredito que ainda fará um ano de existência desse elo, contudo, desde o primeito contato, já sentia que essa ligação seria diferente. O texto abaixo foi concebido por minha amiga Karla Jandyra e, após permissão, posto para a apreciação e reflexão daqueles que interessarem. Tomei a liberdade de apenas dar o título, pois entendo que todos nós já tivemos UM DIA CHAMADO HOJE.
Qual o objetivo de expor um texto-desabafo? Passamos por fases no decurso de nossa vida. Por vezes acreditamos que não sairemos incólumes dos infortúnios colocados à nossa frente; estes, sempre tem o intento de tornarmo-nos mais evoluídos e fortes, por isso, deduzo que assim como aconteceu com a autora poderá ter acontecido ou estar acontecendo com muitos. Boa leitura e reflexão aberta.
SLZ/MA, 06 de Novembro de 2007.
Junior Lopes


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As decisões mais difíceis de serem tomadas, são também as mais óbvias. Por que tem que ser assim?
É difícil abrir mão do sofrimento. Acho que a gente se põe a pensar que também aquele sofrimento nos pertence, já nos sentimos proprietários dele e não nos permitimos abrir mão de algo que é tão pessoal, tão nosso, mesmo que esse algo seja a razão das nossas lágrimas e angústias.

Sabe quando estamos com uma unha encravada? Pois é, geralmente não queremos tocá-la, ela está lá doendo, sabemos que o motivo da dor é aquela unha, mas não aceitamos tirá-la dali; só depois de muito sofrer, resolvemos que ela deve sair e geralmente quando resolvemos isso, abrir mão dessa dor, ela causará uma outra dor, muito maior, porém momentânea, porque a dor da perda da unha vai passar, como tudo na vida passa. Quem dera nossos maiores sofrimentos e as maiores decisões fossem apenas como uma unha encravada... É certo que a analogia é pobre, mas também é válida.

Hoje acordei a pessoa mais chata do mundo. Sabe aqueles dias que não deviam acontecer? Então, hoje não quero tomar decisão nenhuma, porque as conseqüências podem ser eternas.
Hoje aconteceu de tudo um pouco, ou muito de quase tudo. Ouvi coisas que eu não queria. Não diria que briguei, mas fiquei chateada com uma das pessoas que mais amo desde que me entendo por gente e o pior: não foi e não será uma chateação momentânea. Creio que quando estamos com raiva dizemos coisas que não queremos, mas não foi um momento de raiva, nem de briga, foi mais parecido com aqueles momentos de falar francamente, e é isso que me dói. Sei que as palavras não foram ditas em conseqüência da raiva, pois não havia raiva naquele momento, foi a mais pura sinceridade, e essas poucas e dolorosas palavras causaram um abalo meteórico em meu coração.

Sabe aqueles defeitos que todo mundo tem? Sabe aquelas coisas que você acha das pessoas, mas não tem coragem de dizê-las? Sabe o que é gostar muito de alguém e saber que essa pessoa gosta tanto ou mais de você, mas ainda assim te diz que você é uma das pessoas mais cruéis que existe? Te chama de pessimista (uma das palavras que mais abomino na vida), diz que você só deseja o mal dos outros e o que é pior: você tem que ouvir tudo, calar e aceitar. É a opinião dela, você nada pode fazer.

Hoje foi um dia incomum, creio que foi o meu pior dia do ano. Foi dia de ouvir o que os outros pensam de mim; só as coisas ruins, claro, porque hoje nem meu cachorro deu muita bola para mim. Ia sair com meu namorado, mas ele acordou com o dente doendo por causa de uma restauração que caiu, e ainda pediu que eu não ficasse chateada. Que é isso! Por que eu iria ficar chateada? Meu dia estava arruinado mesmo. Ia jogar boliche com uns amigos, mas fiquei pensando: do jeito que eu estou, sou bem capaz de deixar a bola cair sobre os meus pés, ou de escorregar e quebrar a perna, melhor não ir e optar por uma programação mais light que não estragasse de vez o meu dia (eu ainda tinha esperanças de salvá-lo). Bom, minha única saída foi encontrar alguém que está sempre sorrindo, sempre fazendo sorrir, sempre de bom humor; talvez eu conseguisse pelo menos forçar um sorriso e consegui! Fui ver uma prima-sobrinha que é a coisa mais fofa desse mundo e ainda não fala. Graças a Deus, senão era bem capaz de me chamar de bruxa e me fazer sentir ainda pior. Pena que a visita foi breve, mas é melhor um pouco de alegria que coisa alguma.

Toda essa confusão de hoje me fez pensar: sou mesmo um monstro cruel e impiedoso que não deixa escapar uma oportunidade para ressaltar com lentes de aumento todos os defeitos das pessoas que vivem ao meu redor e que amo? Não me julgo dessa forma. Tenho milhares de defeitos, mas ser cruel... Creio que não seja um deles.

Sou sim melancólica, qualquer coisa me abala, sou uma pessoa que tenta ser alegre e sorrir, e talvez consiga, mas ao menor sinal de chuva já estou assolada naquela melancolia barata de criar poeminhas de quinta categoria. Hoje em dia quem é que lê poesia? Creio que nem eu que os escrevo.

Resolvi passar o dia pensando, sem nada falar, sem emitir opinião a respeito de coisa alguma, pois creio que isso signifique que sou otimista – ou não. Confesso que tenho o péssimo hábito de querer que as coisas aconteçam conforme eu imagino que seja o correto. Odeio que as coisas saiam da linha que tracei. Gosto de objetivos bem definidos. Sigo à risca os passos para o bom desempenho de qualquer atividade e, quando não acontece conforme espero, fico realmente brava, angustiada talvez.

Com certeza já feri muita gente dizendo o que penso – tenho a mania de querer ser mãe de todo mundo e quero que as pessoas tenham a mesma opinião que eu – e fico ferida quando percebo que as pessoas pensam de forma diferente; mas, daí a ser cruel e pessimista, já são outros quinhentos...

Hoje eu não fiz nada direito, não guardei minhas roupas, não dei banho no meu cachorro, não fiz depilação, não vi meu namorado, não conversei com a minha irmã, não estudei, não vi filme, não sorri, não brinquei, não fui passear com meus amigos... Mas hoje eu chorei. Senti uma dor profunda. Eu senti que eu não tenho ninguém, que eu não posso ter tudo do meu jeito. Hoje aprendi muita coisa. Aprendi da forma mais difícil e mais cruel que se pode aprender. Hoje eu tive dor de cabeça, daquelas bem fortes. Eu quis morrer, mas preferi viver.

Hoje está sendo o dia mais difícil que já tive, porque perdi algo dentro de mim que sei que nunca vou recuperar: perdi minha identidade. Já não sei quem sou, ou o que represento para as pessoas. Não sei porquê para algumas pessoas eu acho que faço bem, se para outras eu faço tão mal. Eu não sou atriz, não estou representando, eu não penso antes de agir, talvez eu peque por isso. Quem pensa e depois faz, acaba não fazendo, não dizendo o q sente, acaba não vivendo e eu já nem sei o que prefiro, não sei se posso continuar sendo como sempre fui ou se terei de mudar para satisfazer o mundo, não sei o que significo para mim mesma, sei que sofro com minhas escolhas, que nem sempre escolho o caminho acertado, mas eu vou seguindo em frente, esperando que um dia eu alcance o entendimento, que um dia eu represente algo muito forte para alguém, porque eu cansei dessa vida de dores, eu preciso viver minha vida inteira novamente, preciso rever minhas falhas e tentar corrigi-las, preciso acertar alguma coisa, há algo errado e agora estou certa de que é em mim.

Eu não sou uma pessoa boa, embora eu mesma acreditasse que sim. Devo ser alguém muito cruel, alguém que eu desconheço. Devo estar ficando louca, ou finalmente esteja sã, que a minha loucura me faça feliz e que a insanidade me torne sensata. Eu só quero ser alguém normal, nem pior, nem melhor que ninguém. Quero ser alguém comum, ter uma casa, um cachorro, dois filhos para criar, ter um trabalho que me proporcione entusiasmo e ter alguém para amar. Preciso me sentir amada, preciso receber carinho, preciso me sentir bem, preciso pedir um tempo para mim. Queria que existisse a tecla pause e o mundo inteiro parasse e só eu continuasse em play e, então, quando eu já tivesse recuperado a força e a energia de viver, o mundo continuasse a andar e eu encontrasse o meu lugar no mundo. Mas hoje o que eu penso é que, definitivamente, não sou desse mundo. Nasci em uma época errada, em um lugar errado, minhas atitudes me condenam, eu me condeno, mas quero obter absolvição dos meus pecados, eu preciso disso...

Amanhã quero acordar e achar que tudo isso foi um sonho. Quero ver minha vida retomando o seu curso, quero fazer novos amigos, quero me sentir amada por alguém, quero uma lambida do meu cachorro e quero ter a certeza de que eu posso ser uma pessoa melhor, mas só amanhã... Hoje não me perturbe mais, preciso dormir em paz!
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13 de agosto de 2007

13 de agosto, data especial.

Hoje é um dia especial? Claro que sim! Por que? Bem, há algumas razões particulares para o 13 de agosto de 2007 ser enaltecido, contudo, dentre as mais significativas, é a descoberta, à beira dos meus 28 anos, que uma das minhas felicidades atuais surgiu dois dias antes de eu ter nascido. Como assim? Assim sendo...

Nada mais encantador e hipnotizante que seus olhos verdes sedutores, vivos e atentos para qualquer movimento ao redor, tanto contra quanto a seu favor. Seu sorriso maroto (nada a ver com pagode), “metálico” (nada a ver com rock) e autêntico (nada a ver com as Havaianas) reflete a candura do espírito de criança-mulher, o qual habita um corpo abençoado, lindo e imortalizado pelos traços Renascentistas. Sua inteligência é impressionante (coitado de mim) e, graças a Deus, voltada para o bem.

Suas condutas pessoal e social são ímpares, admiráveis e merecedoras de destaque. Aos necessitados materiais direciona o auxílio que pode conceder com a receita de seu trabalho (que não deixa de ser igualmente assistencial), o qual foi conquistado em decorrência de inúmeras horas de dedicação aos estudos e com a crença de que poderia ter algo melhor tanto para si quanto para sua família. Àqueles que têm necessidades diversas da material, busca sempre medicar com palavras doces, prósperas e amigas.

Atenciosa, franca, fiel, divertida, generosa e prestativa são algumas das qualidades mais apreciadas por seus amigos (as) e pessoas próximas. Amizades? Aparentemente não muitas, mas as que têm e faz questão de manter, a satisfaz de tal forma que a quantidade é indiferente e vencida pela qualidade. Decepções? Algumas com alguns, mas quem nunca teve? Bola pra frente, pois haverá sempre alguém a nos compelir à lapidação. Sonhos? Acredito que muitos, mas tenho certeza de que a sensação de liberdade e o prazer que o fruto do trabalho pode proporcionar estão intimamente ligados para as suas realizações. Amores? Quem sabe muitos, talvez poucos... No entanto, o que interessa e opto vislumbrar é o atual momento de êxtase e felicidade pelo qual transitamos, tornando-se, portanto, singular e perene.

Treze de agosto de 2007, data na qual minha amada noiva Geysa completa seus 28 anos de existência. Esse é meu motivo de alegria, pois reconheço que desde a sua chegada em minha vida tudo vem se transformando positivamente. Há quem diga que a animosidade entre duas pessoas é sinal de sentimento retido... Sou prova viva de que essa máxima faz sentido e sinto o maior prazer por ter comprovado.

Geysa, meu mozão, hoje, dia de seu aniversário, mais uma vez distantes, tento dirimir a saudade e sua ausência pensando e escrevendo linhas com palavras que sejam capazes de retratar seu ser, além de manifestar todo o meu sentimento e admiração. Os acontecimentos nos forçaram a manter essa distância indesejada, porém, gostaria que sentisse neste texto o quanto faz falta e estou feliz em comemorar seu aniversário, mesmo à distância. Parabéns! Te amo!

11 de junho de 2007

MEU MAIOR PRESENTE

"Minha Vida, neste dia que só a gente pertence, só quero anunciar e ratificar o que desejo para nós dois: primeiro que o nosso Amor nos fortaleça ainda mais e dê belos frutos!
Que consigamos aproveitar o máximo p viver intensamente cada fragmento de tempo e espaço q tiver ao nosso alcance, enriquecidos por todo esse Amor que sentimos um pelo outro! Que sejamos sempre merecedores dessa linda circunstância que nós construímos de alguma forma. Que tenhamos sempre como matéria-prima a vontade de alargar nossos caminhos, permeando-os com força e coragem, como os raios de sol que, concentrados em uma lente qualquer, se tornam tão poderosos a ponto de combater qualquer coisa!

Diferenças existem, mas são elas que fortalecem nossa união de alguma forma, por mais que não consigamos enxergar isso claramente. O quê falta em mim encontro em você. O carisma, o bom trato, alegria de viver, a força e a coragem de encarar a vida e seus percalços, a descontração e tantas infinitas qualidades, sejam elas vistas por alguns como defeitos, pra mim constitui uma das personalidades que mais admiro na vida!

É muito dificil pra mim estar longe de você hoje, passar um aniversário de namoro sem teus carinhos, tua presença, mas saiba que, mesmo com essa distância toda, você está presente até no ar que eu respiro.

Já disse isso algumas vezes, mas quero poder repetir o quanto quiser: Te amo! Te Amo de perto, te amo de longe, te amo hoje e amanhã, te amo contente e triste, te amo, te amo rico e pobre, te amo bem e mal, te amo pra sempre até o horizonte.
Obrigada por tudo, por existir em minha vida!
Feliz aniversário de namoro, meu amor!
Bjos!"

10 de junho de 2007

UMA OCORRÊNCIA MARAVILHOSA.

Impressionante! Inigualável! Surpreendente! Rejuvenescedor! Incontestável! Para que tantos adjetivos logo de início? A que eles se referem? Bem, hoje vou escrever sobre algo que vem sendo ímpar em meu cotidiano e que pretendo cultivá-lo por um longo período.
Acredito que com grande parte das pessoas já ocorreu um fato expressivamente significante quando menos esperavam, procuravam ou pensavam que poderia acontecer. Em minha vida, ocorrências desse tipo já se deram por diversas vezes e em vários âmbitos, porém, a última vez me acompanha de uma forma maravilhosa e num âmbito que já tinha declarado "recuperação judicial", quiça, "falência".
Essa ocorrência tem nome, tamanho, idade, cor e vida própria. Seu tamanho? Fisicamente suspeito ter uns 1,77m de altura, mas, para mim e, pelo que percebo, para muitas pessoas, ela tem um tamanho imensurável, visto que a cada dia suas ações positivas a tornam única e cada vez maior na vida daqueles que têm o prazer de estar próximo. Sua idade? Tem exatos 27 anos, no entanto essa precisão etária é variável. Como assim? Bem, o fato é que tem dia que amanhece com 60 e dorme com 15 ou ocorre o inverso; o bom de tudo isso é que tenho diversas experiências no decorrer do dia e a relativa responsabilidade de ser um camaleão para me adequar a cada instante inusitado. Não é uma variável ambulante, apenas exige reconhecimento e muita qualificação para execução de tal ato. Sua cor? Xiiii! É branquinha feito leite, porém em suas veias correm sangue de afrodescendente (olha uma das orientações da cartilha do Governo Federal posta em prática) herança de sua terra natal, onde os valores, os costumes, as danças e as crenças são cultuados e protegidos com convicção e com honra. Seu nome? Geysa para muitos, lourão para os amigos íntimos e para mim... Bom, melhor só nós sabermos mesmo.
Acredito que para as relações perdurarem, no mínimo, deve haver admiração e respeito pelo parceiro. O que sinto por essa ocorrência chamada Geysa é algo que me assusta, pois criei campos de força, construí muralhas, cavei trincheiras, vesti armaduras e ela, sem querer e discretamente, foi capaz de suplantar cada barreira por mim imposta. Toda essa retaguarda foi concebida por acreditar estar me defendendo de frustrações geradas por um sentimento nobríssimo que é o amor. Ledo engano! Na verdade percebi que trazia comigo grande parte do que o passado já havia se responsabilizado de sepultar e o meu presente, Geysa, fazia questão de evidenciar um novo horizonte, um novo caminho.
Pensei que não fosse amar novamente - coisas de alguém que se machucou em uma relação anterior -, contudo, Deus faz as coisas acontecerem na hora certa. Sinto que sua vinda foi para enfatizar o quanto o amor é essencial em nosso viver além de me mostrar que ele está mais próximo da gente do que imaginamos.
Vida própria... Tenho muito que aprender ao seu lado e nossa convivência vêm me tornando um sábio. Suas palavras, seu carinho, sua atenção, seu amor, são coisas inigualáveis e quando estou ao seu lado minha força redobra. Sempre acreditei que dois é mais forte do que um, que par é melhor do que ímpar e nada melhor do que comprovar minha tese do que a nossa relação que completa 05 meses hoje. Pouco tempo para tamanha demonstração de sentimento? Pode até ser para aqueles que lêem desta forma, mas receio de demonstrar o que sinto, mesmo sendo homem, entendo que perdeu a validade há um bom tempo.
Feliz estou, amando igualmente. Meu presente? Já ganhei, tanto material quanto imaterial tendo você ao meu lado. O seu? Esse singelo texto que registra para eternidade o sentimento que conseguiu retirar de dentro de um baú fechado e o fez florescer. Faço votos e por onde possamos comemorar essa data por um bom tempo. Te amo!

24 de maio de 2007

VOCÊ E EU. EU E VOCÊ.

Não esperava que durasse tanto tempo, mas algo sempre me alertou de que não seria eterno, ou, para amenizar, fácil.

Te querer como te quero hoje é um desejo bastante diverso daquele momento que optei em te dar um beijo. Como um ingênuo, acabei sendo aprisionado em uma das celas mais prazerosas que pude adentrar. Não luto para que minha pena avance celeremente. Prefiro mesmo é que conserve-se ou aumente, mas os poréns me acompanham.

Palavras sempre amigas hoje tão traiçoeiras. Não consigo externar algo maravilhoso que me aconteceu. Queria ter a clareza de uma água pura para mostrar o quanto a tua presença, o teu carinho, as tuas sugestões, o teu amor me é rejuvenescedor e glorioso. A iminência de afastamento me faz pensar de como será o futuro sem nós dois próximos. Diverso do que almejamos? Talvez, pois corro o risco de queimar a minha língua como nunca tenha ocorrido, contudo, desejo que essa incerteza transforme-se na mais extensa e voraz certeza.

Momentos são para ser vividos e os que estamos atravessando vieram para testar a nossa força. De um lado você supreendida pela obra do destino, da vida. Do outro, eu surpreendido pela vida da obra. Confuso? Quem disse que era pra todo mundo entender? Basta só nós.

Sei que tenho muito a viver. Sei que viver exige audácia e coragem. Sei que por pior que estejamos, as coisas poderiam realmente estar bem piores. Por isso, as coisas podem acontecer, mas o meu sentimento permanecerá intacto até o momento de nosso reencontro. Como assim? Isso mesmo, quando algo é inevitável devemos nos preparar para contorná-lo da melhor forma possível e você vale qualquer sacrifício.

5 de março de 2007

MEUS CABELOS BRANCOS

Hoje percebo que meus cabelos brancos evidenciam o que meu sorriso tenta ocultar em meu íntimo. Hipocrisia? Disfarce? Não! Entendo que as pessoas próximas não tem nada a ver com o que o cotidiano me compele a enfrentar, portanto, meus dentes estarão à mostra quando acreditar ser necessário mostrá-los. Contudo, perdoem-me quando não for capaz de deixá-los à vista.

A cada texto que leio, tento extrair o que há de melhor, a cada momento que vivo, tento assimilar o que de bom pude ter como experiência, a cada diálogo com uma pessoa, seja ela amiga ou desconhecida, tento fazer com que as diferenças sejam degraus para meu voar. Mas, sinceramente, por vezes, pergunto-me se minha decolagem tem a rota disseminada ou esperada pela sociedade. Enxergo que tem alguns aeroportos que faço escala como todos, mas em outros faço questão de não chegar, tendo como efeito um destino diverso. Assim, vou vivendo e buscando aperfeiçoar-me tanto espiritual quanto materialmente.

Às vezes, por mais difícil que seja admitir diante da sociedade na qual vivemos, tenho vontade de jogar tudo para o ar e seguir uma vida de subsistência, tipo os hippies e índios, já que a vida direcionada e “financiada” (educação, alimentação, habitação, saúde...) por alguns pais que tiveram a possibilidade de assim fazer, transmite, veementemente, que o sucesso material é o alvo e o ápice do viver e da felicidade. Sei que o dinheiro possibilita coisas maravilhosas tanto para quem sabe usá-lo quanto para quem é usado por ele, contudo, tenho uma idéia utópica – que descrença não? Por isso que vejo como fantasia – de que seríamos capazes de viver sem papel moeda, pedras preciosas ou qualquer outra coisa que significasse poder, hegemonia, “respeito” perante os olhos daqueles que nada possuem – refiro-me materialmente – e daqueles que têm, como maior qualidade, o interesse. Para mim, os ricos seriam aqueles que possuíssem em abundância caráter, educação, respeito ao próximo, cumplicidade... Qualidades que enxergo serem capazes de provocar transformações em qualquer ambiente sem que a propina ou corrupção, coisas diretamente materiais, fossem mais fortes, pois, ainda que houvesse o desnível natural a evolução aqui dependeria unicamente da vontade individual de construir uma imagem na qual seria bem difícil desvirtuar.

Palavras, apenas palavras, pequenas palavras... Hoje, sou um sonhador confuso, repleto de direções a seguir, mas sem o rumo exatamente correto: o norte. Vou indo, indo realmente, mas tenho certeza de que essa necessidade de controlar os passos que dou - algo bem humano não? - é substituída pela crença de que estou plantando sementes boas para, cedo ou tarde, colher bons frutos, da forma como acredito ser a felicidade.

6 de fevereiro de 2007

VIVER EXIGE-NOS...

No meio da tarde, o céu começou a escurecer, as nuvens a serenar... Tínhamos duas opções: ficarmos enclausurados num apartamento ou buscarmos aproveitar o que aparentemente considera-se um fato adverso para viver mais um momento. Preferimos viver...

Num breve passeio à beira mar, saindo da clausura sufocante, observando as ondas quebrando numa desordem sugestiva, curtindo aquele clima indolente, decidimos viver. Resolvemos sentir e aproveitar, simultaneamente, as gotas d’água que caiam das nuvens e a água morna que o mar em plena renovação nos ofertava. Momentos registrados em nossas memórias. Como foi bom viver... Viver exige-nos improviso...

A noite se fez presente e, para rebatermos a altura a aprazível friagem que nos acolhia, nada melhor do que um bom vinho e um violão. Essa combinação... Huuuum! Nos induziu a lembrar Tom Jobim, Lobão, Marisa Monte, Lulu Santos, Vanessa da Mata, Caetano Veloso, Papas da Língua, Banda Mel, Daniela Mercury, Chiclete com Banana... Até que o cansaço chegou, o violão foi deixado de lado e Norah Jones apresentou-se e tornou-se a estrela da noite. Desde então percebemos que a junção do vinho e da música nos mostrou o quanto foi bom ter optado viver e sentir os prazeres inusitados dessa escolha. Viver exige-nos inovar...

O alvorecer foi surpreendente. Quando se opta viver, as respostas sobre determinados assuntos que nos desnorteiam chegam de qualquer direção e sem anunciar. Acessei a net para olhar as novidades no e-mail e defrontei-me com um “texto-tapa” chamado “Amor e liberdade”. Nele encontrei um conteúdo suficiente para delinear respostas às perguntas que me fazia... Viver, também, é ser surpreendido... Só mesmo um café da manhã farto e ofertado com carinho poderia acalentar essa surpresa não positiva. Viver exige-nos parceria...

Viver exige-nos alimentação... Em busca de alimentar a matéria chegamos à conclusão de que há um ambiente alternativo e gostoso quando não se tem muito no bolso... rsrsrs! Que tal um filminho pra relaxar? A proposta foi tão assertiva que acabei caindo no sono. Ao acordar, o alimento que fomos em busca foi outro: o espiritual. Fomos tão gulosos que repetimos o prato... Nada melhor do que terminar um fim de semana alimentando o espírito pelo magnetismo fluídico de uma bela palestra e pelo ouvido, apreciando as execuções de belas obras clássicas e populares interpretadas por um grande pianista. Viver exige-nos sabedoria, sensibilidade...

Poderíamos ter optado em fazer as mesmas coisas de sempre... Isso não quer dizer que não estaríamos vivendo, mas quando se escolhe viver, as coisas inusitadas que acabam nos fortificando, mostram-nos o quanto viver exige-nos vontade de fazer o imprevisível. Preferimos viver...

30 de janeiro de 2007

APESAR DOS PESARES, ESTOU MUITO BEM.

Começo de ano geralmente é regido por uma quantidade significativa de promessas de mudanças feitas pelas pessoas. O meu não poderia ter sido diferente, mas, sinceramente, não esperava que tomasse a direção na qual se encontra... Devemos sim nos adptar ao que nos é compelido a aceitar para que no momento propício colhamos os louros da vitória sem que haja tanto sacrifício e dor, no entanto, ter de refazer planos que pareciam imutáveis é frustrante. Nem tudo é tristeza, pois sempre que nos ocorre algo aparentemente negativo tem coisas positivas por trás.
Antes de iniciar 2007, dizia a todos que me rodeavam o quanto sentia vibrante a energia positiva que o ano em iminência emanava. Programações foram idealizadas em busca do progresso. Em algumas, a execução foi iniciada destemidamente, mas por motivos de força maior e Divina tiveram de ser deixadas no canto para serem retomadas no momento certo. Em outras, os sucessivos acontecimentos espontâneos e naturais vividos me levaram e levam a curtir instantes ímpares de conhecimento íntimo, de aceitação, de recuperação, de inovação, de suplantação, de resignação, de abdicação que, consequentemente, se tornam inesquecíveis.
Meio abstrato tudo o que foi escrito? Talvez sim, mas quem disse que estou interessado em ser claro? Até o presente momento não me interessa ser transparente e sim dizer que estou bem... Quem tem um certo conhecimento sobre mim sabe que adoro clareza, portanto, o mistério, às vezes, alimenta a curiosidade das pessoas que por algum motivo cobiçam o que temos de melhor.
Apesar dos imprevistos e refazimento de programação, estou bem sim, isso não posso negar queridos amigos. Ainda que um grande projeto idealizado - o qual auxiliaria no que mais busco atualmente em minha vida - tenha sido adiado por um determinado período, sigo preparando e adubando o terreno para que ao jogar as sementes, estas possam germinar robustamente produzindo os frutos necessários e almejados.
Por outro lado, diversamente ao infortúnio, surpreendentemente em meu jardim floresceu uma linda flor. Diante das variedades de espécies e da beleza peculiar que cada uma traz consigo, aquele jardim repleto e permeado de belas flores, presentes e cultivadas carinhosamente até hoje, reservou e dedicou um espaço exclusivo ao cultivo de uma só espécie. Que espécie é essa que merece tal distinção? Sua espécie é totalmente incomum e exótica ao que se diz ser referência de beleza floral; não quero dizer que suas pétalas não possuem encantos, por sinal são belíssimas, e sim evidenciar a necessidade de ter olhos idênticos a um bico de beija-flor, capaz de penetrar na medida certa na cúpula de uma flor e carregar o pólen perpetuador da espécie, além de somente ele ter o privilégio de sentir o gosto adocicado do néctar. Percebo que poucos, inclusive eu que estou em fase de reconhecimento, podem vislumbrar ou definir tamanha magnificência. Só sei que é necessário ter sensibilidade suficiente para interpretar cada posição na qual se encontrar.
Mudar planos e cultivar uma flor: missões que me foram dadas para o início de 2007. Tudo diferente do programado, não posso negar, entretanto, em ambos, vejo que me exige algo comum: muita atenção para a obtenção dos resultados esperados. Sinceramente, apesar dos pesares, estou muito bem.