SEJA BEM-VINDA LINDA SOBRINHA LARA.
Antes de mais nada, é importante frisar e ressaltar que não sou tio de primeira viagem, porém jamais poderia deixar passar em branco esse instante sem um registro textual para que futuramente a própria LARA possa ler e constatar o quanto foi majestosa e alegre a sua chegada ao mundo.
Vinha acompanhando a chegada de minha sobrinha Lara ansiosíssimo. A diferença de idade entre a mais nova dos LOPES (Lara) e de minha outra sobrinha (Sarah) é de 11 anos. Desde a notícia da gravidez de minha irmã criei uma grande espectativa por sua chegada. Assevero que essa sensação não foi programada, surgiu naturalmente ou, quem sabe, até mesmo como uma forma de redenção. Como assim redenção? É porque quando a minha primeira sobrinha nasceu eu tinha 16 anos e devido a minha imaturidade não dei tanta significância àquele momento na vida de todos de minha família, sobretudo, para meus pais que se tornaram avós com a sua chegada. Enfim, acredito que por ter revisado o que fiz e por saber que poderia ter dado e feito mais, cheguei a conclusão que não fui um tio como deveria ser nos primeiros anos de vida de minha hoje linda, grande e adolescente Sarah e minha vontade de não errar novamente é grande.
Esperávamos (todas as famílias) por sua chegada dia-a-dia. Acompanhamentos médicos eram feitos rotineiramente, sobretudo ao final da gravidez, para se constatar a normalidade do bebê e da mamãe no processo de gestação. Completados os 09 meses, ficamos na expectativa de a qualquer momento ter de levar a novamente mamãe ao hospital. Os dias foram passando e nada da princesa se manisfestar para vir ao mundo. A ansiedade e a preocupação já andavam paralelamente e rondavam as nossas cabeças quando de forma inesperada, devido a elevação da pressão arterial da mamãe, não se teve mais dúvida de trazê-la ao mundo "cesarianamente".
Quem lê esse texto pode até pensar que eu estava bem próximo, na sala de cirurgia, observando, caducando, babando... Porém, estava mesmo era trabalhando. Quem acompanhou bem de perto foi a novamente vovó Inez (não perdeu a oportunidade de ficar na sala de cirurgia) ao passo que o vovô Lopes estava em uma viagem de negócios.
Por mais que tenha sido esperada, programada e planejada a sua chegada, inesperadamente ela veio. Às 16:30h, com seus 49 cm de altura e pesando 3,960 Kg, em plena saúde e carregando a característica peculiar da família (rolicinha) veio trazer mais alegria a todos.
Amada sobrinha, almejo que possa sempre acompanhá-la nesse caminhar maravilhoso que é a vida. Sua missão ainda é difícil identificar, mas saiba que foi bem visível a alegria que trouxe a todos nós.
Beijo do tio!