18 de maio de 2010

A felicidade vazia


Às vezes somos surpreendidos por textos capazes de retratarem fielmente aquilo que pensamos sobre determinado assunto. O texto abaixo, de autoria de Martha Medeiros, é um desses exemplos, pois registra de maneira clara e direta que a máxima de que a "grama do vizinho cresce mais rápido e é mais bonita" que a da nossa casa é uma mera falácia.

Num mundo cada vez mais competitivo e repleto de exigências sociais para uma "autoaceitação", nada mais apropriado que observar que todos somos iguais, porém, alguns, fazem questão de ocultar seus próprios infortúnios deixando patente uma felicidade que ao fundo apresenta-se vazia.

É natural do ser humano ressaltar suas qualidades em detrimento de seus pontos a melhorar. Ninguém gosta de reconhecer que precisa se aperfeiçoar em determinado âmbito, tampouco regozija-se em evidenciar tal constatação. Penso que tudo é uma questão de autodefesa, entretanto, nem por meio desse artifício protetivo há condição de esconder o que de fato se possui na essência.

Parte da felicidade não está na observação de como se comporta a "grama do vizinho" e sim de como a nossa própria grama se desenvolve; perceber quais são os elementos que a tornam mais viva e que a deixam mais radiante são primordiais.

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A MASSACRANTE FELICIDADE DOS OUTROS

Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco.

Há no ar um certo queixume sem razões muito claras. Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso?

Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: "Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento". Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são - ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.

As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.

Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados. Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores. "Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo". Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta.

Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé?

Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.

Martha Medeiros

13 de maio de 2010

Falando dos que mamam


O cotidiano do cidadão consciente é preenchido de inúmeras indignações quando se observa nos noticiários as diversas arbitrariedades e beneficiamentos, pessoais ou coletivos, praticados por aqueles que deveriam representar o povo: os políticos.

Sabe-se que as condutas ilícitas e nocivas daqueles só paralisam o sistema público em diversos campos e acabam por gangrenar toda uma estrutura que, em regra, deveria ser a referência.

Exemplo de indignação com parte das falcatruas de alguns colegas de Assembléia Legislativa - uma voz do povo entre aqueles que deveriam representá-lo - foi a manifestação da Deputada Cidinha Campos, do Rio de Janeiro, ao aproveitar o instante em que os Deputados deliberavam sobe leite e aproveitou para falar dos que "mamam" nos cofres públicos.

Quem tiver a curiosidade de ouvir o que a Deputada disse (http://www.youtube.com/watch?v=q21rM03_R18) perceberá que não falou nenhuma inverdade, no entanto, tenho certeza que, desde então, as possiveis alianças que se formariam ficaram à deriva, uma vez que o "rabo preso" impera nesses tipos de recinto.

Depois de ouvir o que a Cidinha Campos falou lembrei-me de Martin Luther King que nos deixou a brilhante frase: "O que me preocupa não é o grito dos maus e sim o silêncio dos bons."

Mas, política de faz assim, não é? NÃO É!

Temos de modificar esse cenário e por meio de nosso voto temos a capacidade de escolher e cobrar aqueles que entendemos serem os mais preparados para nos representarem.

Talvez, assim, não precisaremos mais nos regozijarmos pela conduta corajosa de alguém que, aparentemente, faz jus aos votos que recebeu. Mudança já!

12 de maio de 2010

Pra você guardei o amor


Pra você guardei o amor (Nando Reis)

Pra você guardei o amor que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar, sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi e hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Fe7ici5ade Ma10r

 

Com as bençãos de Deus, no último dia 07 tive a felicidade de conseguir alcançar um objetivo que perseguia havia cerca de um ano.

No referido interstício passei por diversos momentos antagônicos... Da autoconfiança exagerada a sensatez de insuficiência de comprometimento... Da compreensão e necessidade de dedicação a tristeza da derrota... Do empenho visando à superação a "quase" vitória me furtada... Da obrigação e cobrança do êxito a ALEGRIA DO OBJETIVO ALCANÇADO...

Esse percusso foi trilhado com muito ardor. Minha amada Geysa quem o diga. Sem ela essa conquista não seria atingida. Ela é minha referência, minha admiração e meu motivo para seguir sempre rumo ao norte. A ela dedico essa vitória e tenho certeza de que, assim como eu, ansiava por ver materializado este sonho.

Seria injusto se não citasse pessoas que me foram importantes nessa caminhada, a saber: meus pais, meus irmãos, minhas sobrinhas, meus cunhados, Ribamar Soares, Alessandro Maia, Antonio Nery, Gladston Melo, Solange Figueiredo, Ana Amélia Figueiredo, Valéria Launde, Romulo Gondim, Francisco Melo, Eduardo Ennes, Marene Rocha, Samuel, Marquinhos e todos os diletos que torceram direta ou indiretamente por meu sucesso nessa empreitada.

Sei que essa aprovação é o início de uma caminhada que me propus realizar. Como bem dizia Gladston, é um sarcedócio. Destemidamente farei o que tiver de fazer para conseguir realizar o meu trabalho de maneira a favorecer àqueles que confiarem a mim a defesa de seus direitos. Assim seja!

Aproveitando o momento de alegria dedico a música "Tá escrito" (http://www.youtube.com/watch?v=09_s_Kh8sls) como forma de coroar esse instante inesquecível.

Obrigado Senhor. Obrigado Geysa.

11 de maio de 2010

A seleção de Dunga


Aproveitando a máxima de que todo brasileiro é um técnico de futebol, não poderia deixar de comentar sobre a convocação da seleção brasileira.

De surpresa, para mim, só o Grafite, atacante que está fazendo diversos gols na Alemanha, mas penso que não tem a qualidade, a ousadia e a habilidade de Neymar para enfrentar os adversários. Sei que jogar bonito não ganha jogo, mas o brasileiro gosta do futebol repleto de dribles e arte, e isso o Neymar mostrou que sabe fazer muito bem no campeonato paulista. E o melhor: marcando muitos gols, os quais levaram o time do Santos a conquista do campeonato.

Falando dos meninos da Vila, acredito que o Ganso foi injustiçado. Na minha seleção ele seria titular, mas o Dunga preferiu colocá-lo como reserva do reserva. Um meio-campista de excelente qualidade como ele JAMAIS poderia ficar de fora dos convocados, mas...

Da lista do Dunga cortaria sem qualquer piedade: Michel Bastos, Felipe Melo, Josué, Júlio Baptista e, sem dúvida alguma, Luís Fabiano.

Como habitual em todo brasileiro, as críticas sobre a convocação da seleção foram lançadas, mas como será bem remota a possibilidade de alteração dos selecionados, almejo que sejam capazes de representar muito bem o Brasil na Copa do Mundo e trazer o título ao nosso país mais uma vez.
Pra frente Brasil!

Feira de livros espíritas

A Federação Espírita do Maranhão (FEMAR), de 10 a 20 de maio, de segunda-feira a sábado, das 9h às 21h, na praça do Sol, no Tropical Shopping Center,  promove a FEIRA DE LIVROS ESPÍRITAS, evento no qual a literatura da Doutrina Espírita está em evidência e amplamente acessível à religiosos e simpatizantes.

Entres os diversos títulos disponíveis à venda, destacam-se as obras básicas, os livros infantis e os romances espíritas encabeçados por Zíbia Gasparetto.

No ano em que Chico Xavier completaria 100 anos, nada mais apropriado que a FEMAR divulgasse o Espiritismo com uma completa feira de livros.

Seja bem-vindo.

10 de maio de 2010

Homossexualismo à luz do Espiritismo


O homossexualismo é tema atual, recorrente e polêmico em qualquer roda de conversa, por isso não há como vendar os olhos sobre assunto tão intrigante e misterioso.

Nota-se que na sociedade contemporânea o homessexualismo não se evidencia de forma latente ou tímida como no passado; o que se observa é a manifestação patente, cada vez mais cedo, dos homossexuais no contexto social. Isso é bom ou ruim?

Dúvidas, especulações e desconhecimento sobre as razões da existência do homossexualismo tornam os debates que visam o seu entendimento e esclarecimento em ringue de opiniões entre heteros e homos, os quais, quase sempre, querem fazer prevalecer as suas ideias em vez de harmonizá-las.

Em sendo assim, intentando levar mais entendimento sobre o assunto, abaixo posto o texto de Jorge Hessen (http://meuwebsite.com.br/jorgehessen) que comenta de forma assertiva sobre o homossexualismo à luz da Doutrina Espírita, embasando o conteúdo de seu texto em ponderações proferidas por Emmanuel, Chico Xavier e Allan Kardec.

Por fim, para aqueles que não se satisfizerem só com o teor do texto de Jorge Hessen, segue link (http://www.scribd.com/doc/11191984/Homossexualidade-Na-Visao-Espirita) de  outro artigo esclarecedor sobre o assunto.

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UMA VISÃO ESPÍRITA DO HOMOSSEXUALISMO SEM O DISSIMULADO PURISMO CRISTÃO


As múltiplas experiências humanas pela reencarnação e os repetidos contatos com ambos os sexos proporcionam ao espírito as tendências sexuais na feminilidade ou masculinidade e este reencarna com ambas polaridades e se junge, muitas vezes contrariado, aos impositivos da anatomia genital e da educação sexual que acolhe em seu ambiente cultural.

Consoante essas experiências tenderá para qualquer das duas opções e o fará nem sempre de acordo com sua aspiração interior, que poderá ser inverso ao que determina o meio socio-cultural. Emmanuel ensina na obra “Vida e Sexo” que o “Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas.” ( ) Além disso há vários fatores educacionais que poderiam contribuir para despertar no indivíduo as tendências sepultadas nas profundezas de seu inconsciente espiritual.

E, ainda que desempenhe papéis de acordo com a sua anatomia genital e que seu psiquismo se constitua de acordo com sua opção sexual, poderá ocorrer que se desperte com desejos de ter experiências afetivas com pessoas do mesmo sexo. Tal ocorrência poderá lhe tumultuar a consciência caracterizando, por aquele motivo, um transtorno psíquico-emocional.

A convivência do espírito com o sexo oposto ao que adotou em cada encarnação, bem como aquelas na qual exerceu sua opção sexual, irão plasmar em seu psiquismo as tendências típicas de cada polaridade. Explica Emmanuel, a homossexualidade, também hoje chamada transexualidade, em alguns círculos de ciência, definindo-se, no conjunto de suas características, por tendência da criatura para a comunhão afetiva com uma outra criatura do mesmo sexo, não encontra explicação fundamental nos estudos psicológicos que tratam do assunto em bases materialistas, mas é perfeitamente compreensível, à luz da reencarnação.”( )

Na questão 202 de "O Livro dos Espíritos", Allan Kardec indaga aos Espíritos: "Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?" "Isso pouco lhe importa” responderam os Benfeitores, “o que o guia na escolha são as provas por que haja de passar"( ) esclareceram os Espíritos. A genética tem tentado encontrar genes que explicariam a homossexualidade como sendo desvio de comportamento sexual. A psiquiatria tenta encontrar enzimas cerebrais que poderiam influenciar no comportamento sexual. Mas a sede real do sexo não se acha no veículo físico, porém na estrutura complexa do espírito. É por esse prisma que devemos encarar as questões relacionadas ao sexo. Dia virá que “a coletividade humana aprenderá, gradativamente, a compreender que os conceitos de normalidade e de anormalidade deixam a desejar quando se trate simplesmente de sinais morfológicos”.

Não podemos confundir homossexualismo com desvio de caráter, até porque os deslizes sexuais de qualquer tendência têm procedências diversas. Suas raízes genésicas podem vir de profundidades íntimas insondáveis. “A própria filogênese( ) do sexo, que começa aparentemente no reino mineral, passando pelo vegetal e ao animal, para depois chegar ao homem, apresenta enorme variação de formas, inclusive a autogênese[geração espontânea] dos vírus e das células e a bissexualidade dos hermafroditas”( ), para alguns pesquisadores justifica o aparecimento de desvios sexuais congênitos.

Com a liberação sexual e a ascensão do feminino na sociedade contemporânea, a tolerância ao homossexualismo aumentou, permitindo que uma grande quantidade de pessoas que viviam no anonimato se expressasse naturalmente. Chico Xavier explica de forma clara o seguinte, “não vejo pessoalmente qualquer motivo para criticas destrutivas e sarcasmos incompreensíveis para com nossos irmãos e irmãs portadores de tendências homossexuais, a nosso ver, claramente iguais as tendências heterossexuais que assinalam a maioria das criaturas humanas. Em minhas noções de dignidade do espírito, não consigo entender porque razão esse ou aquele preconceito social impedirá certo número de pessoas de trabalhar e de serem úteis a vida comunitária, unicamente pelo fato de haverem trazido do berço características psicológicas e fisiológicas diferentes da maioria. (...)Nunca vi mães e pais, conscientes da elevada missão que a Divina Providencia lhes delega, desprezarem um filho porque haja nascido cego ou mutilado. Seria humana e justa nossa conduta em padrões de menosprezo e desconsideração, perante nossos irmãos que nascem com dificuldades psicológicas?”( )

A Doutrina Espírita é libertadora por excelência. Ela não tem o caráter tacanho de impor seus postulados às criaturas, tornando-as infelizes e deprimidas. A energia sexual pede equilíbrio no uso e não abuso ou repressão. O Espiritismo não condena a homossexualidade, contrariamente, recomenda-nos o respeito e fraterna compreensão para com os que têm preferências homoafetivas. Muitas vezes pode até ser alguém tangido pelo apelo permissivo que explode das águas tóxicas do exacerbado erotismo, somados aos diversos incentivadores pseudocientíficos da depravação, que podem estar desestruturando seu sincero projeto de edificação moral, através de uma conduta sexual equilibrada.( ) Por isso mesmo, não pode ser discriminado, nem rejeitado, pois, como admoesta Jesus, "aquele dentre vós que não tiver pecados, que atire a primeira pedra"( )...

Como já vimos com Emmanuel no início desta exposição, não há masculinidade plena, nem plena feminilidade na Terra. Tanto a mulher tem algo de viril, quanto o homem de feminil. Antigamente a educação muito rígida e repressiva contribuía para enquadrar o indivíduo ambisséxuo, em seu sexo natural.

Assumir a homossexualidade não significa mergulhar em um universo de atitudes extremadas e desafiadoras perante seu grupo de relacionamento familiar ou profissional, “mas fazer um profundo exercício de autoaceitação, asserenar-se por dentro a fim de poder reconhecer perante si mesmo e todo seu círculo de amigos e parentes que vive uma situação conflitante. O verdadeiro desafio é a construção interna para superar os desejos. E não estamos aqui referindo-nos exclusivamente a desejo sexual e sim a toda espécie de desejos que comandam a vida das criaturas.” ( )

Emmanuel enfatiza que “O mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de irmãos em experiência dessa espécie [homossexual], somando milhões de homens e mulheres, solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade devidos às criaturas heterossexuais.”( ) O homossexualismo não deve, pois, ser classificado como uma psicopatia ou comportamento merecedor de discriminação ou medidas repressivas. O homossexual, especialmente o "transexual", merece toda a nossa compreensão e ajuda, para que ele possa vencer sua luta de adaptação ao novo sexo adquirido com o renascimento.

Outra questão extremamente controvertida, para muitos cristãos, é a possibilidade da união estável (casamento) entre duas pessoas do mesmo sexo. Ante a miopia preconceituosa do falso purismo religioso da esmagadora maioria de cristãos supostamente “puros”, isso é uma blasfêmia. Isto torna o tema bastante complexo e, portanto, aberto para discussões. Porém, após refletir bastante sobre o assunto e, sobretudo, tendo como alicerce as opiniões de Chico Xavier, entendemos que a união estável (casamento) entre homossexuais é perfeitamente normal, sim.

Só conseguiremos entender melhor a questão homossexual depois que estivermos livres dos (pré)conceitos que nos acompanham há muitos milênios. Arriscaríamos a afirmar, que a legalização do casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, é um avanço da sociedade, que estará apenas regulamentando o que de fato já existe.

Seria lícito a duas pessoas do mesmo sexo viverem sob o mesmo teto, como marido e mulher? A propósito, vasculhando fontes sobre esta mesma indagação encontramos em Folha Espírita a resposta de Emmanuel “A esta indagação o Codificador da Doutrina Espírita formulou a questão 695, em O Livro dos Espíritos, com as seguintes palavras: ‘O casamento, quer dizer, a união permanente de dois seres, é contrário a lei natural?’ Os orientadores dos fundamentos da Doutrina Espírita responderam com a seguinte afirmação: ‘É um progresso na marcha da humanidade.’ Os amigos encarnados no plano físico com a tarefa de sustentar e zelar pelo Cristianismo Redivivo, na Doutrina Espírita, estão aptos ao estudo e conclusão do texto em exame.”( )

Tanto o homossexual como o heterossexual devem buscar a sua reforma interior, não cedendo aos arrastamentos provocados pelos impulsos instintivos e sensuais. O que é ilícito ao hetero, também o é ao homossexual, ambos precisam “distinguir no sexo a sede de energias superiores que o Criador concede à criatura para equilibrar-lhe as atividades, sentindo-se no dever de resguardá-las contra os desvios suscetíveis de corrompê-las. O sexo é uma fonte de bênçãos renovadoras do corpo e da alma”( )

Mister, portanto, reconhecer que ao serem identificadas os pendores homossexuais das pessoas nessa dimensão de prova ou de expiação, é imperioso se lhes oferte o amparo educativo pertinente, nas mesmas condições que se administra instrução à maioria heterossexual da sociedade.

Acreditamos, por fim, que estas idéias poderão levar, a quantos as lerem, a meditar, em definitivo, sobre o assunto , lembrando que o homossexualismo transcende em si mesmo a simples questão da permuta sexual.

4 de maio de 2010

Chico Xavier - O filme


Passado pouco mais de um mês da estreia do filme biográfico de Chico Xavier, o qual, sem dúvida alguma, ainda é sucesso de bilheterias, recebi um e-mail contendo uma crítica de Tarcísio Passos.

De fato seu texto é brilhante, por isso não perdi tempo em postá-lo aqui no blog. Boa leitura.


Fui ontem, na noite de estréia, assistir ao filme mais badalado dos últimos anos: Chico Xavier - O Filme. Sessões lotadas e muita expectativa. Uma expectativa que podia ser notada no semblante de cada um que encarava aquela fila. Uma salada etária e, provavelmente, recheada de muitos credos.

O filme é de uma beleza incrível. Conta a história de um dos maiores e mais respeitados espíritas do mundo - Chico Xavier - (interpretado nas três fases de sua vida por Matheus Costa, Ângelo Antônio e Nelson Xavier), desde a sua infância até a sua morte, ou melhor, até a sua desencarnação.

Com relação a filmes, costumo brincar dizendo que adoro saber o final antes de assisti-lo. E neste, em particular, disse a todos que estavam lá comigo, que já sabia o que aconteceria... que seria moleza. Disse em alto e bom tom: Fácil, fácil esse final: o Chico morre no final!

Sessão lotada acomodamo-nos nas primeiras filas do cinema, e mesmo que tudo pudesse nos levar a uma pré-impressão do que seria o filme, qual o seu significado e qual o seu objetivo, engana-se quem imaginou que o filme seria uma propaganda ao espiritismo ou mesmo uma publicidade ao próprio Chico Xavier.

O filme é apenas a celebração de um grande homem, que este ano, caso estivesse vivo (encarnado), completaria um século de vida. Deste, seriam 96 anos de dedicação, não à doutrina espírita, mas à bondade, ao desejo de servir ao próximo.

O filme emociona, alegra e nos faz refletir o quanto e por tão pouco sacrifício, fazer o bem é um exercício que fortalece a nossa alma.

A vida de Chico Xavier foi marcada por sacrifícios. Ele enfrentou-os e seguiu em frente. Ajudou e foi ajudado. Sobreviveu a uma enxurrada de acusações, críticas e desconfianças. Muitos de nós passamos por tudo isso.

Mas a grande virtude do Chico (a gente se sente tão íntimo do mestre espírita) foi, sem dúvida, a sua capacidade de transformar essas dificuldades a favor do bem. A bondade era sua, sempre presente, companhia.

O filme é extremamente lindo. Surpreendente a maneira como Daniel Filho (Diretor) retratou a vida e obra do Chico Xavier.

O filme não tem a pretensão de formar novos seguidores do espiritismo. Mas não há um segundo sequer do filme que você, espírita ou não-espírita, não se emocione, não se questione. Muitos se verão neste filme.

Pois bem, recomendo a todos que venham assistir ao filme.

Aqui, na sessão de estréia, além da beleza do filme, uma certeza: O Chico não morreu... Enquanto houver a bondade, ele estará vivo. Eu errei o final do filme, mas o pós- filme me surpreendeu ainda mais...

Encerra-se o filme e as pessoas saem... Silêncio... Um lindo silêncio...

Coisa mais linda que eu já pude presenciar em um cinema em toda a minha vida.

Obrigado Chico, esteja em Paz!

Vá assistir ao Chico. Eu recomendo.

Tarcisio Passos
Crítico de Cinema

1 de maio de 2010

Uma atualidade bem antiga


Estava pesquisando e buscando mais informações sobre o desarquivamento de cerca de 500 processos no Tribunal de Ética da OAB-DF pela atual gestão da seccional - os quais suspeita-se terem sido arquivados de modo fraudulento - e deparei-me com um vídeo no youtube com um conteúdo bem atual, mas que fora gravado em 1992, na ECO 92. Pela ocasião e época de sua gravação subentende-se que se trata de algo relativo ao meio-ambiente, e o é.

Não é a primeira vez que posto linhas sobre a necessidade de preservarmos o nosso planeta. Sei que grandes ações não nos competem plenamente já que os políticos estão aí para realizá-las, contudo, na ausência destas e na possibilidade de fazermos acontecer, nas pequenas condutas podemos sim dar nossa contribuição para que a Terra se mantenha de modo a proporcionar um resto de vida saudável para nós e à humanidade que nos suscederá.

Abaixo segue o link do manifesto e alerta de uma adolescente canadense sobre a necessidade de os países, então reunidos na ECO 92, cuidarem da fauna, flora e dos seres humanos para a preservação do planeta e, consequentemente, da vida humana.