31 de março de 2010

Uma ILHA GRANDE de descobertas


O mês de Março, para mim, sempre foi destaque por conta do aniversário de minha mãe. Este ano ele ganhou um plus que o deixará guardado para a eternidade: a oportunidade de conhecer diversos lugares do Brasil juntamente com minha esposa.

Certamente ficaria massante a leitura de todas as experiências vividas em um único post, por isso, inicio escrevendo sobre Ilha Grande, no Rio de Janeiro.

Para chegarmos em Ilha Grande, voamos até o Rio de Janeiro e seguimos rumo à rodoviária para pegarmos um ônibus com destino à Angra dos Reis. Em Angra, embarcamos numa escuna em direção à Ilha Grande.

Quando lá cheguei não tinha qualquer informação sobre a cidade, só sabia que era uma ilha e que teríamos muito contato com a natureza. Não se trata de negligência ou desinteresse de minha parte, mas sim extrema confiança em minha esposa que, mais uma vez, planejou e organizou a viagem.

O primeiro contato com as pessoas da cidade foi amistoso e calcado em bastante prestatividade. Nota-se que a economia da cidade gira em torno do turismo, razão pela qual não há por que tratar mal aqueles que trazem os meios para o sustento de várias famílias.

Pelos comentários de minha esposa imaginei que as ruas de Ilha Grande fossem revestidas de areia fina, do tipo que ao pisarmos os pés afundam. Entretanto, observei que o tipo de areia é compacto, permitindo um trânsito livre, desimpedido e sem muitos esforços.

A pousada na qual ficamos chama-se Caúca. Aclara-se que este nome não é indígena e sim apelido de uma das filhas do Sr. Jorge, a Cláudia, o qual é proprietário da pousada. O ambiente é aconchegante, os quartos são espaçosos e confortáveis, o café-da-manhã é diversificado e a atenção de todos que lá trabalham permite-nos pensar que por alguns dias fazemos parte de alguma família real. Vale destacar que, como a convivência entre os humanos e a natureza é visívelmente harmoniosa, fomos surpreendidos por caranguejos, cachorros (inclusive um rottweiler) e caramujos andando ao ar livre e sem qualquer incômodo.

Falando em natureza, observa-se que os encantos de visitar a ilha estão no prazer que as pessoas podem sentir ao explorar suas trilhas em meio a floresta nativa e de se encantar com a flora e a fauna marinhas nos passeios náuticos que possibilitam mergulhos. Por questões de biotipo não ousamos caminhar por acidentadas e longas trilhas, mas essa objeção não nos impediu de aproveitar ao extremo a beleza da Lagoa Azul, repleta de peixes sargento e estrelas-do-mar, a acolhida dos nativos na Praia de Japariz e o encanto sereno da Praia do Amor, também conhecida de Saco do Céu.

Fato é que faltamos conhecer alguns pontos turísticos que haviam sido programados. Contudo, em razão das sucessivas chuvas que caíram no período de nossa estada na ilha, as quais impediam o acesso dos barcos aos pontos turísticos situados rumo ao oceano, decidimos retornar ao Rio de Janeiro.

Em síntese, Ilha Grande é uma cidade alternativa, repleta de turistas internacionais, de povo educado e prestativo, de belezas naturais imensuráveis, de ambientes simples mas confortáveis, de energia positiva e que promeve descobertas contagiantes a todos os seus visitantes.

12 de março de 2010

Uma viagem


Tem músicas que são capazes de nos tocar em qualquer contexto. Viagem de Novembro, de Carlinhos Veloz, é uma dessas músicas que nos deixam flutuando sobre a terra, imaginando o quanto é bom poder apreciar uma boa música.

Assim, abaixo homenageio o melhor artista da MPM: Carlinhos Veloz em Viagem de Novembro

"Foi uma vez
Numa triste tarde de novembro
Logo eu parti
E aos poucos te perdi de vista
E, viajar
Foi como morrer
Só em saber que na manhã
Seguinte estaria assim
Tão distante não veria mais teu sorriso
A morte rondou-me a cabeça
E contei, tanta dor, foi preciso
Amanheci
Era um dia triste ainda em Novembro
Te busquei em vão
E aos poucos lembrei da viagem
Mas, estar aqui é como nem está
Pois estais sempre comigo
Aqui no meu coração
O pensamento guiando saudade
Voa
Qualquer légua
Pra estar com as pessoas que mais amo"

Ouça-o no youtube http://www.youtube.com/watch?v=LgqBuvSqLOs

Salvador - Bahia - Brasil


Faz 18 dias que não posto nada em meu blog. Não é por falta de vontade, mas é de oportunidade de acesso à internet. Tantas coisas aconteceram nesse período que somente um post não seria o suficiente para registrar as experiências vividas e as sensações apreciadas nessa viagem de férias na qual Ilha Grande, Rio de Janeiro e Salvador - esta capital de modo mais aprofundado - foram os nossos destinos. Quando retornar à São Luís deixarei aqui as minhas impressões sobre cada lugar que passei, mas neste momento gostaria de escrever sobre outra coisa: o hábito de ler.

Nesses dias de descanso tenho lido bastante. O que antigamente era "tortura" tornou-se um hábito maravilhoso no qual os reflexos sobre a fala, a escrita e, sobretudo, na aquisição de conhecimentos é imensurável. Pego-me a pensar o quanto tempo perdi em não ter lido mais. Não adianta chorar pelo leite derramado, até porque ultimamente tenho feito jus o tempo que deixei passar.

Sem muitas palavras neste post... Sugiro a todos a leitura assídua para que os seus dias sejam melhores, para que suas conversas sejam mais proveitosas, para que tenha o que contar a qualquer instante.

"Não sou apenas aquele que um dia pensou em ser grande, sou grande por ter pensado em ser uma pessoa melhor".