O mês de Março, para mim, sempre foi destaque por conta do aniversário de minha mãe. Este ano ele ganhou um plus que o deixará guardado para a eternidade: a oportunidade de conhecer diversos lugares do Brasil juntamente com minha esposa.
Certamente ficaria massante a leitura de todas as experiências vividas em um único post, por isso, inicio escrevendo sobre Ilha Grande, no Rio de Janeiro.
Para chegarmos em Ilha Grande, voamos até o Rio de Janeiro e seguimos rumo à rodoviária para pegarmos um ônibus com destino à Angra dos Reis. Em Angra, embarcamos numa escuna em direção à Ilha Grande.
Quando lá cheguei não tinha qualquer informação sobre a cidade, só sabia que era uma ilha e que teríamos muito contato com a natureza. Não se trata de negligência ou desinteresse de minha parte, mas sim extrema confiança em minha esposa que, mais uma vez, planejou e organizou a viagem.
O primeiro contato com as pessoas da cidade foi amistoso e calcado em bastante prestatividade. Nota-se que a economia da cidade gira em torno do turismo, razão pela qual não há por que tratar mal aqueles que trazem os meios para o sustento de várias famílias.
Pelos comentários de minha esposa imaginei que as ruas de Ilha Grande fossem revestidas de areia fina, do tipo que ao pisarmos os pés afundam. Entretanto, observei que o tipo de areia é compacto, permitindo um trânsito livre, desimpedido e sem muitos esforços.
A pousada na qual ficamos chama-se Caúca. Aclara-se que este nome não é indígena e sim apelido de uma das filhas do Sr. Jorge, a Cláudia, o qual é proprietário da pousada. O ambiente é aconchegante, os quartos são espaçosos e confortáveis, o café-da-manhã é diversificado e a atenção de todos que lá trabalham permite-nos pensar que por alguns dias fazemos parte de alguma família real. Vale destacar que, como a convivência entre os humanos e a natureza é visívelmente harmoniosa, fomos surpreendidos por caranguejos, cachorros (inclusive um rottweiler) e caramujos andando ao ar livre e sem qualquer incômodo.
Falando em natureza, observa-se que os encantos de visitar a ilha estão no prazer que as pessoas podem sentir ao explorar suas trilhas em meio a floresta nativa e de se encantar com a flora e a fauna marinhas nos passeios náuticos que possibilitam mergulhos. Por questões de biotipo não ousamos caminhar por acidentadas e longas trilhas, mas essa objeção não nos impediu de aproveitar ao extremo a beleza da Lagoa Azul, repleta de peixes sargento e estrelas-do-mar, a acolhida dos nativos na Praia de Japariz e o encanto sereno da Praia do Amor, também conhecida de Saco do Céu.
Fato é que faltamos conhecer alguns pontos turísticos que haviam sido programados. Contudo, em razão das sucessivas chuvas que caíram no período de nossa estada na ilha, as quais impediam o acesso dos barcos aos pontos turísticos situados rumo ao oceano, decidimos retornar ao Rio de Janeiro.
Em síntese, Ilha Grande é uma cidade alternativa, repleta de turistas internacionais, de povo educado e prestativo, de belezas naturais imensuráveis, de ambientes simples mas confortáveis, de energia positiva e que promeve descobertas contagiantes a todos os seus visitantes.
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