Não é novidade que em alguns assuntos de minha intimidade sou totalmente restrito... Há explicação? Como tudo na vida, penso que há fatos motivadores para ensejar esses bloqueios, os quais são bem presentes nos instantes em que cogito a divisão de alguns pontos pessoais com aqueles que prestigiam esse canto. Assim sendo, espero que entenda minhas palavras abaixo.
De certa maneira não há como negar a sensação de injustiça que carrego há alguns meses, a qual, lamentavelmente, foi agravada no último dia 09/12. Não se trata de uma situação da qual não houve uma cooperação particular (infelizmente houve participação minha), mas, indiscutivelmente a maior parcela da aplicação da injustiça foi praticada por aqueles que deveriam agir/proceder com justeza.
Contraditório? Talvez sim, mas entendo que há interesses maiores por trás da injustiça experimentada por mim e por alguns milhares de aspirantes à profissionais do Direito, os quais JAMAIS poderiam imaginar que tal situação seria perpetrada justamente por aqueles que serão nossos representantes de classe. O que pensar? Fazendo uma comparação com um dos institutos do Direito Penal (bem apropriado ao presente caso de repercussão nacional, mas foge à sua esfera), atesta-se que houve flagrantemente a prática de um crime comissivo por omissão, o qual, singelamente explicando, é caracterizado quando o agente tem o dever legal de praticar uma ação positiva (agir) e pratica uma ação negativa (omite-se).
É inegável que a penitência maior foi imposta àqueles que foram sentenciados por um comando obscuro, omisso, induzidor a erro, revestido de má-fé e pretensões protecionistas, o qual, inclusive, NÃO POSSUÍA UMA MEDIDA PROCESSUAL CABÍVEL PARA A RESOLUÇÃO DE TODAS AS QUESTÕES SUSCITADAS... Não é só esse mero bacherel que sustenta esse entendimento, mas, de maneira mais respaldada e significativa, Juízes, advogados, doutrinadores e até ex-ministro do TST e um dos pais da CLT.
Diante de equívoco tão flagrante, o que fazer? O mais sensato, reto e coerente seria o agente violador levar em consideração toda a problemática levantada e buscar uma solução que visasse à desconstiuição ou à compensação do infortúnio de grande representatividade proporcionado. Adivinhe o que aconteceu? Nada! Bobagem nos dias atuais esse negócio de sensatez, coerência ou qualquer outra palavra que se remeta à organização, à ORDEM, pois as bases de uma instituição devem ser eternamente sustentadas, ainda que para essa manutenção tenha de se violar os direitos e interesses de muitos cidadãos que só buscavam ter a liberdade de exercer a profissão escolhida.
Malgrado as sensações de injustiça desaprumarem a razão tão bem quista e bem-vinda em tempos de escassez de ética, a crença de que tudo será suplantado é o melhor combustível para alimentar a força da vitória de conseguir driblar condutas inadequadas movidas por interesses, as quais, cedo ou tarde, se farão explícitas como em tudo que se busca esconder de essência irregular. As meias e cuecas é quem o digam...
Superando a inoportuna injustiça estou a seguir, todavia a justiça para os injustiçados se fará em breve, seja por aqueles que têm a legitimidade para defender os interesses dos jurisdicionados irresignados, seja pela aprovação em um exame que tem mais refletido o espírito de um concurso.
Assim seja.
Assim seja.
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