Embora tenham sido destaques nos noticiários pelo Brasil a comemoração dos 20 anos da libertação de Nelson Mandela da prisão e a manifestação de mais um discurso ousado do Presidente do Irã sobre a consquista do país no tocante ao enriquecimento de Urânio, nada foi tão ressaltado quanto a decisão liminar do STJ em determinar a prisão de José Roberto Arruda e o seu afastamento imediato do cargo de Governador do Distrito Federal.
A prisão de Arruda deriva dos escandalosos vídeos que comprovam a existência de uma máfia/quadrilha que distribui propina a políticos aliados na Câmara Legislativa do DF, sendo que o principal acusado de ser o articulador e mentor intelectual é o próprio Arruda. Seria reconfortante para o povo se o encarceramento do ex-chefe do Executivo do DF adviesse somente daquele escândalo, mas, segundo o Ministro Fernando Gonçalves, presidente do inquérito no STJ, a prisão é um tipo de medida cautelar para garantir a fase do inquérito e não criar constrangimentos e atrapalhos nas investigações sobre o esquema de propina.
Louvável e mais que tempestiva a descisão do STJ, uma vez que a população ansiava por uma resposta de algum dos poderes da República para o lamaçal descoberto e divulgado no final do ano passado. A sensação de impunidade é imensa quando se observa que quem pratica o ilícito é revestido de qualquer notoriedade, representatividade ou status na sociedade.
Muito se fala, e mal, do Judiciário nos quatro cantos do país. Como tudo na vida, o Poder Judiciário precisa de lapidações, burilamento, reformas... Todavia, medida igual a tomada pelo STJ só enseja o crescimento do orgulho, da crença e da fé num Brasil melhor para nós e para nossos descendentes.
Espero que a decisão do STJ seja mantida e que sirva de exemplo para muitos que se locupletam à custa do dinheiro público e nos façam sentir a horrorosa sensação de que o crime compensa.

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