Não sei você, mas toda vez que percebo uma moto próxima ao carro que dirijo já fico apreensivo. Talvez seja pelas notícias que vemos diariamente dos ilícitos cometidos por motoqueiros. Embora tenha ciência de que a predominância dos motoqueiros é de pessoas honestas e trabalhadoras, recomendo ficar alerta, isso porque, após ler um e-mail enviado por uma pessoa confiável, percebi a grande necessidade de cautela e malícia quando da ocorrência de acidentes com motoqueiros.
O golpe é o seguinte: o motorista está andando no seu carro (ou mesmo pode estar parado) e um motoqueiro vem e colide no veículo ao ponto de aparentemente causar danos a si próprio e a moto. Geralmente as escoriações na pessoa e os reparos na moto são de natureza leve, por isso, o golpistas justifica a desnecessidade de chamar ambulância ou até mesmo a polícia para prestarem socorro ao fato. No entanto, algum tempo depois, ajuizam ação de omissão de socorro, com base num Boletim de Ocorrência fraudulento (alegando que o motorista evadiu-se), pleiteando, pela via do acordo, indenização pela reparação de danos a moto e indenização pelos dias eventualmente não trabalhados, sob pena de condenação. Golpe de mestre, não?
Coibir esse tipo de conduta é dever de quem é passivo de sofrer efeitos advindos da má-fé. Mas, o que fazer para garantir o próprio direito? Primeiramente, pegue o nome do motoqueiro (lembre-se que pode ser falso, e se for problema dele), as suas características, o número da placa e, se tiver condições, tire foto (quase todos celulares tem a função de tirar foto) para servir de prova numa eventual necessidade. Em seguida, procedimento essencial é o registro de um Boletim de Ocorrência (o famoso BO) na delegacia mais próxima e quanto mais rápido possível, uma vez que o motoqueiro se utiliza da mesma "arma" com o fim de fundamentar a suposta omissão de socorro. Assim, certamente você se resguardará de qualquer imputação lhe atribuída de modo equivocado e fraudulento.
É melhor vir com a canjica quando o bandido tem a intenção de plantar o milho.
Um comentário:
Eu já havia recebido um e-mail com essas informações. De fato isso acontece muito. A irmã do meu cunhado foi vítima. Aconteceu exatamente como no relato do texto.
Vamos ficar de olho!!!
Abraço,
Maurício Hiluy
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