25 de setembro de 2010

Maternidade

Tenho observado que a maternidade é uma condição cada vez mais buscada e almejada pelas mulheres, mesmo que as pesquisas indiquem que o índice de natalidade siga rumo decrescente.

A glória de gerar um ser, assim como a satisfação de orientar seus primeiros passos são atribuições que as mulheres, em predominância, têm o maior prazer em realizar. Por outro lado, a individualidade e as concessões naturais de quando não se é mãe entram em choque e são bases para comparação de um novo momento ao universo feminino. Ao fim, a satisfação é inegável.

Nesse contexto, posto um texto que li no perfil de uma amiga no orkut e que, após uma busca para saber de quem era a autoria, acabei descobrindo ser de Patrícia Vaughan, do original "Before I Was a Mother", traduzido por Silva Schmidt (http://www.brasileiros-na-alemanha.com/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=96:feliz-dia-das-maes&catid=211:comemorativos&Itemid=211).

ANTES DE SER MÃE (Patrícia Vaughan - Before I Was a Mother)

Antes de ser mãe eu fazia e comia os alimentos ainda quentes. Eu não tinha roupas manchadas. Eu tinha calmas conversas ao telefone.

Antes de ser mãe eu dormia o quanto eu queria e nunca me preocupava com a hora de ir para a cama. Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes.

Antes de ser mãe eu limpava minha casa todo dia. Eu não tropeçava em brinquedos nem pensava em canções de ninar.

Antes de ser mãe eu não me preocupava se minhas plantas eram venenosas ou não. Imunizações e vacinas eram coisas em que eu não pensava.

Antes de ser mãe ninguém vomitou nem fez xixi em mim, nem me beliscou sem nenhum cuidado, com dedinhos de unhas finas.

Antes de ser mãe eu tinha controle sobre a minha mente, meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos.

Eu dormia a noite toda.

Antes de ser mãe eu nunca tive que segurar uma criança chorando para que médicos pudessem fazer testes ou aplicar injeções.

Eu nunca chorei olhando pequeninos olhos que choravam.

Eu nunca fiquei gloriosamente feliz com uma simples risadinha.

Eu nunca fiquei sentada horas e horas olhando um bebê dormindo.

Antes de ser mãe eu nunca segurei uma criança só por não querer afastar meu corpo do dela.

Eu nunca senti meu coração se despedaçar quando não pude estancar uma dor.

Eu nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina pudesse mudar tanto a minha vida.

Eu nunca imaginei que pudesse amar alguém tanto assim. 

E não sabia que adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe eu não conhecia a sensação de ter meu coração fora do meu próprio corpo.

Eu não conhecia a felicidade de alimentar um bebê faminto.

Eu não conhecia esse laço que existe entre a mãe e a sua criança.

Eu não imaginava que algo tão pequenino pudesse fazer-me sentir tão importante.

Antes de ser mãe eu nunca me levantei à noite a cada 10 minutos para me certificar de que tudo estava bem.

Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor, a dor e a satisfação de ser uma mãe.

Eu não sabia que era capaz de ter sentimentos tão fortes.

Por tudo e, apesar de tudo, obrigada, Deus, por eu ser agora um alguém tão frágil e tão forte ao mesmo tempo.

Obrigada por permitir-me ser Mãe!

2 comentários:

Unknown disse...

E aí Mano Velho?!
Lindo texto, é para uma reflexão desconcertante.
Acho que você e a grande maioria das pessoas não sabe mais ainda não me considero a pessoa mais feliz do mundo, pelo simples fato (para algumas pessoas) de ainda não ser pai.
Acredito (por enquanto) não ser merecedor dessa graça por razões que somente nós que acreditamos no espiritismo conhecemos, mas ainda tenho esperanças de algum dia quem sabe (não por um simples capricho) que Deus ache que esse é o momento certo de poder realizar essa benção.
Gostaría de ter que passar por tudo isso que esta sortuda mãe está passando e que para muitos sequer é valorizado.
Forte abraço.

Pat Lopes.

Pensamentos e realidades disse...

Saiba que é maravilhoso ler o seu comentário aqui e, sobretudo, observar a sua grandeza espiritual diante de uma situação que em breve certamente se resolverá.

Aguarde e confie.

Abraço.